História

No dia 11 de Maio de 1962, Lagoa d’Anta-RN foi desmembrada de Nova Cruz-RN  pela lei N° 2.788, tornando-se um novo município do Rio Grande do Norte. No entanto, sua ocupação pela posse das terras é bem mais antiga. O crescimento da população existente na região se deu no final do século XVIII com o aparecimento de fazendas de gado estrategicamente posicionadas à beira de lagoas. Toda sua história de povoação é recente, com impulso no século XX, mais precisamente no governo de Ferreira Chaves (1914-1919) ou no final do governo de Alberto Maranhão, com a construção de estradas articulando os lugares mais povoados com aqueles que se firmaram na rede urbana de Lagoa d’Anta-RN.

A partir desse período o desenvolvimento do município foi impulsionado com a construção de estradas integrando o município de Nova Cruz-RN, ao qual Lagoa d’Anta pertencia, e a outras cidades do Rio Grande do Norte.

A história de Lagoa d’Anta-RN, começa a partir de 1875 (século XIX ), com a chegada do Sr. Narciso da Silva em nosso município, que  veio da Região do Seridó, do Estado do Rio Grande do Norte, fixar morada neste município. Aqui chegando instalou-se na localidade denominada “Baixa Grande”,  entre as localidades: Sítio Pau-Queimado de Cima e a  Lagoa do Pedro.

Segundo a Sra. Joaquina Narciso, (neta do Sr. Narciso)  naquela época ninguém comprava terras, a coisa funcionava através de “piquête”, isto é, a pessoa marcava e tomava posse das terras. Então o fazendeiro, patrão do Sr. Narciso, indicou uma terra onde existia uma grande lagoa, na qual havia várias antas. O lugar, era considerado muito próspero e ideal para viver. Ele então deslocou-se para essa terra, que era Lagoa das antas, considerada terra fértil, própria para a criação de gado e culturas de feijão, milho, batata, mandioca e outros produtos agrícolas.

Chegando aqui por volta de 1895, o Sr. Narciso da Silva marcou suas terras, que começava da Igreja Católica, até as imediações do Pau-Queimado de Cima. Dona Joaquina conta sorrindo que, seu avô, Narciso, pegou uma índia à “casco de Cavalo”, ou seja, ele montou num Cavalo e começou a correr atrás da índia mata a dentro, nas primeiras tentativas não conseguiu. Depois continuou a perseguição e conseguiu capturá-la, amarrou-a  e a trouxe para sua casa, que ficava localizada em frente ao atual Posto de Saúde da nossa cidade, por trás da Igreja Matriz. Então Narciso Casou-se com a índia e juntos tiveram 13 filhos. Criaram-se 7 (Sete), foram eles: Francisco Narciso da Silva, Antonio Narciso da Silva, Manoel Narciso da Silva e José Narciso. As mulheres foram: Josefa Narciso da Silva, Mariana Narciso da Silva e Paulina Narciso da Silva. Essa foi a primeira geração da família Narciso. Eles foram os primeiros habitantes do nosso município.